O dólar voltou a fechar uma sessão em alta nesse dia 30, alavancado pelo exterior, mas encerrou a semana em queda de mais de 4%, ao fim de um período marcado por alguma trégua nos temores quanto à permanência de Paulo Guedes no governo e pelo reforço nas intervenções cambiais do Banco Central.

A desvalorização na semana, contudo, apenas reduziu o ganho acumulado em abril – quarto mês seguido de alta. O suporte externo ao dólar se somou à escalada dos ruídos políticos domésticos, que, embora amenizados, ainda são vistos como persistentes.

O real terminou o mês com o segundo pior desempenho global (-4,48%), à frente apenas da lira turca (-5,4%). Outras divisas emergentes também perderam, mas em menor intensidade, como rand sul-africano (-3,6%) e peso mexicano (-1,7%).

As divisas emergentes de forma geral destoaram de outras divisas sensíveis ao sentimento de risco global. O dólar australiano, por exemplo, saltou mais de 6% no período.

No dia 24 de abril, data em que Sergio Moro anunciou sua saída do governo, o dólar disparou a uma máxima histórica nominal intradiária de R$ 5,7491.

“Pressões de alta deverão continuar em curso enquanto a moeda seguir acima das máximas de março e do começo de abril”, disseram analistas do Commerzbank. As máximas do começo de abril e do mês de março estão perto de R$ 5,33 e de R$ 5,20, respectivamente (Forbes, 30/4/20)



PUBLICIDADE
PUBLICIDADE