AABB, a discoteque dos anos 70

| ASSESSORIA


O final dos anos 70 em Dourados também foi marcado pelo sucesso da disco music, assim como ocorreu nos quatro cantos do torrão tupiniquim. Rockeiro não gostava de discoteque. Mas, tinha que marcar presença nas pistas da AABB para não ficar para tras. Tudo corria solto entremeio às luzes coloridas e refletores teimando em piscar nas noites cintilantes de muito cerveja, vodca e whisky.

O sucesso da discotheque também foi empurrado pela novela “Dancin Days”, da Rede Globo, e pelo filme “Os embalos de sábado à noite”, com John Travolta.

As músicas mais tocadas eram “The Hustle”, Van McCoy; “I Will Survive”, Gloria Gaynor; “Stayin’ Alive”, Bee Gees; “Y.M.C.A.”, Village People; “Dancing Queen”, ABBA”, e “It’s Raining Men”, The Weather Girls, dentre outras, além, é claro, dos sucessos das Frenéticas.

Para frequentar as pistas, o interessado tinha que ter um “convite especial” emitido pela diretoria da AABB, após ser “apresentado” por um sócio da Associação. Zé Raul, Guilhermo Augustín e Nilson Lima, se não me engano, foram alguns dos presidentes da AABB nesta época de ouro do entretenimento douradense.

Resumindo: a AABB foi o point principal da juventude douradense nos final dos anos 70. No início da década o rock era progressivo com Yes, Gênesis e outras bandas do gênero. O punk rock do Sex Pistols veio com tudo, mas, não apagou o brilho da “AABBmania” que reinou por mais um tempo. Até encerrar. Afinal, tudo que é repetitivo e modismo é chato. Com exceção do rock que continua rasgando fronteiras.

Após o término nas pistas, aos sábados, muita gente deixava a AABB e ia para a feira livre, na Rua Cuiabá, e encerrava a festa com espetinhos, sobá, pasteis, beer e músicas tocadas no violão. A gente era feliz e sabia disso. E como sabia!



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