GP de Fórmula 1 em Silverstone não terá público e nem Sergio Pérez, com covid-19

| GAZETA ESPORTIVA


O GP de Silverstone, o quarto da atual temporada da Fórmula 1, acontecerá com portões fechados neste final de semana. Além da ausência de público, o circuito será desfalcado pelo mexicano Sergio Perez, da Racing Point, que testou positivo para a covid-19.

Pérez vai ficar de fora, assim como os fãs locais, especialmente entusiasmados quando um piloto britânico vence. Será uma corrida sem público, como ocorreu nas provas anteriores deste ano na Áustria e na Hungria.

O ídolo Lewis Hamilton espera uma sétima vitória em casa. Ele já é o mais premiado da história do Grande Prêmio da Grã-Bretanha, à frente de seu compatriota Jim Clark e do francês Alain Prost, que obtiveram cinco vitórias cada um.

"Eu gostaria de ter os fãs aqui. Será estranho não ver ninguém nas arquibancadas (...), não ver nenhuma bandeira. Será um fim de semana um pouco solitário sem a energia deles", admitiu o piloto inglês nesta quinta-feira.

Hamilton venceu as duas últimas corridas e o hexacampeão mundial tem uma vantagem de cinco pontos na classificação sobre seu companheiro da Mercedes, o finlandês Valtteri Bottas, o que o mantém firme em seu objetivo de alcançar Michael Schumacher e seus sete títulos mundiais.

Nesta quinta-feira, Hamilton disse que acredita que seguirá competindo por vários anos e que espera estar novamente em Silverstone em 2021, mas com a presença dos torcedores.

Toto Wolff, chefe da Mercedes, se manteve cauteloso na previsão da equipe para a corrida. "Somos uma das duas equipes cujos dois carros terminaram todas as corridas este ano, mas sabemos que um abandono pode custar em termos de pontos", delcarou.

Problemas na Ferrari

A ameaça mais imediata parece ser Max Verstappen (Red Bull), a 30 pontos de Hamilton, enquanto a Ferrari está muito atrás, com apenas 18 pontos de Charles Leclerc e nove de Sebastian Vettel. Os problemas da 'Scuderia' parecem impedi-los de competir de igual para igual com a Mercedes.

O carro deste ano "não é competitivo", reconheceu John Elkann, presidente do grupo Fiat Chrysler, ao qual pertence a icônica marca italiana de Fórmula 1. Na sua opinião, isso se deve "principalmente a uma série de erros de design no carro", afetando tanto a aerodinâmica quanto o motor.

"Você tem que ser honesto em tempos difíceis e não está fácil, teremos que trabalhar duro para chegar aonde queremos", admitiu Leclerc nesta quinta-feira.

Esse não é o único problema para a Ferrari. O anúncio da saída no final da temporada de Vettel, que será substituído pelo espanhol Carlos Sainz, complica ainda mais a situação. Rumores sobre o seu futuro também acompanham o piloto alemão nas últimas semanas, e agora o colocam na Racing Point, que se chamará Aston Martin na próxima temporada.

"Não tenho nada a declarar no momento. Eu diria a você se soubesse, mas esse não é o caso. Pode demorar duas semanas, talvez mais... não estou com pressa", disse Vettel na quinta-feira em entrevista coletiva.

A Racing Point parece estar com o vento a favor no momento, após suas excelentes sessões de classificação e um bom resultado na Hungria, mas o teste positivo de Sergio Pérez diminui a euforia. A posição de 'Checo' Pérez será preenchida pelo também mexicano Esteban Gutiérrez ou pelo belga Stoffel Vandoorne. O teste positivo de Pérez é o primeiro de um piloto de F1 e provoca o nervosismo de dirigentes e de fãs.

Na Red Bull, Max Verstappen é atualmente o terceiro no Mundial, mas seu carro está longe da Mercedes.

"Obviamente pode chover em Silverstone, mesmo que seja verão na Inglaterra", disse ele ironicamente. "Gosto dessas condições e a chuva pode embaralhar as cartas", disse o piloto, mostrando otimismo. O único problema para ele é que as previsões não apontam chuva no local antes de segunda-feira.



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