Estudo busca entender interações entre abelhas e solo

Elas polinizam cerca de três quartos das frutas, legumes e nozes apenas nos Estados Unidos

| AGROLINK/


Rebecca Lybrand e sua equipe na Oregon State University estão estudando a interação entre abelhas e solo em ambientes agrícolas. De acordo com o artigo publicado recentemente, as abelhas contribuem com US$ 15 bilhões anualmente para o valor da colheita. 

 
Elas polinizam cerca de três quartos das frutas, legumes e nozes apenas nos Estados Unidos. O declínio nas colônias de abelhas é uma ameaça crítica para a agricultura e o suprimento global de alimentos, dizem os pesquisadores. 

"Os produtores interessados em atrair polinizadores alternativos, como as abelhas selvagens, enfrentam um grande desafio", diz Lybrand. "Não há muitos estudos sobre quais habitats são melhores para essas abelhas selvagens", completa. 

Os polinizadores são amplamente afetados pelo uso humano da terra. A criação de edifícios, estacionamentos e outras "mudanças antropogênicas" perturbam os habitats naturais de animais e plantas. A perturbação agrícola também afeta as comunidades de abelhas. Curiosamente, as espécies de abelhas acima do solo são nove vezes mais afetadas pela intensificação agrícola do que as espécies que habitam o solo, comenta. 

 
Em alguns casos, os produtores conseguiram construir 'canteiros de abelhas' em seu ambiente agrícola. Na década de 1950, eles começaram a projetar áreas de solo úmido e salgado para atrair abelhas que nidificam no solo, o que ajudou a aumentar a produção de alfafa no estado de Washington. 

 
O estudo de Lybrand analisou as propriedades físicas e químicas de solos coletados em locais ativos de vespas, abelhas e ninhos de areia no vale de Willamette, no oeste do Oregon. Eles compararam as propriedades do solo entre sete locais agrícolas para identificar semelhanças e diferenças.



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