Reunião virtual dá forma à Campanha Sinal Vermelho em Rio Brilhante

| TJMS


A juíza Helena Alice Machado Coelho, coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, em conjunto com a magistrada Mariana Rezende Ferreira Yoshida, da comarca de Rio Brilhante, se reuniram, por videoconferência, na manhã desta quinta-feira (23), com autoridades locais e representantes de farmácias da cidade para alinhar a implantação da campanha Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica no município de Rio Brilhante.

A abertura do encontro se deu com a explanação da juíza Helena sobre o funcionamento da campanha, a fim de demonstrar o quão simples e válido é aderir a essa iniciativa criada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em parceria com os tribunais de justiça, associações, além de outros órgãos públicos e privados do país.

A coordenadora frisou a importância da tomada de atitudes no enfrentamento à violência doméstica, diante dos dados alarmantes apresentados pelo país. Conforme exposto pela juíza, “o Brasil figura na 5ª posição em um ranking de mais de 80 países em números de casos de violência contra a mulher. A cada 8 horas, uma mulher é assassinada no país pelo simples fato de ser mulher'.

A juíza reforçou o compromisso da Coordenadoria da Mulher em levar sua atuação, suporte e ações a todas as comarcas do interior do Estado, dentro e fora da estrutura do TJMS, atingindo, inclusive, outros órgãos e entidades que compõem a rede de combate à violência contra a mulher, como a Polícia Militar.

A magistrada Mariana Yoshida, por sua vez, como fomentadora da ação em Rio Brilhante, destacou a mudança de paradigma no pensamento diante de uma situação de violência doméstica. “É importante ressaltar, quando se fala em violência doméstica, a questão das pessoas não quererem se envolver. O velho ditado de não se meter a colher. Hoje, no entanto, temos outra perspectiva. Sabemos atualmente que muitas vezes essas vítimas não conseguem acessar os meios convencionais de socorro. Uma campanha como essa, portanto, é de extrema relevância'.

Ao longo da reunião foi evidenciada a importância de inserir as farmácias como caminho para a denúncia neste momento de isolamento social, pois, mesmo diante de um cenário de lockdown, esses estabelecimentos comerciais continuarão abertos. O promotor de justiça Jorge Ferreira Neto Júnior, que também acompanhava a videoconferência, ressaltou a parceria do Ministério Público na ação, realizando reuniões em que se destacou a importância da campanha e do engajamento da sociedade.

Além das juízas, a reunião virtual contou com a presença de representantes de farmácias da cidade, que prontamente aderiram à campanha, além de autoridades da Defensoria Pública, Ministério Público, Polícia Militar e Secretaria de Saúde Municipal.

Saiba mais – A campanha 'Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica' foi criada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em parceria com os tribunais de justiça, associações, além de outros órgãos públicos e privados do país.

Segundo a juíza Coordenadora Estadual da Mulher do TJMS, Helena Alice Machado Coelho, a iniciativa surgiu na Índia e a juíza Renata Gil, da AMB, juntamente com o CNJ, replicaram esta ideia no Brasil.

A campanha é muito simples, basta que a vítima se dirija até uma farmácia e mostre ao atendente o 'X' vermelho na palma da mão para que, a farmácia acione o 190.Uma proposta simples que está registrando grande adesão dos municípios, sobretudo das cidades onde a rede municipal de apoio tem feito este contato pessoal com as farmácias. Em Campo Grande, por exemplo, a assinatura do termo de adesão pelo prefeito Marquinhos Trad garantiu que 90 farmácias públicas municipais fizessem parte da campanha.

Nessa primeira fase, lembra a juíza Helena, a campanha acontecerá apenas dentro das farmácias, sendo que, no futuro, é possível que ela se estenda para os entregadores de medicamentos, por exemplo, mas a magistrada reforça que, neste momento, é preciso que a vítima se dirija até a farmácia, seja ela pública, geralmente dentro dos postos de saúde, ou da rede privada.

Para o gestor público ou proprietário de farmácia, aderir é algo muito simples, basta assinar o termo de adesão e afixar um cartaz em cada estabelecimento. Em MS, basta enviar o termo de adesão assinado para o e-mail coordenadoriadamulher@tjms.jus.br. Para mais informações, basta ligar 3314-1988.



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