Denúncia: China ameaça retirar auxílio financeiro de cristãos durante a pandemia

| GOSPEL +


Na China o desafio para os cristãos tem sido constante, visto que o regime comunista do país está aumentando o nível de intolerância aos seguidores de Jesus Cristo, incluindo a intimidação econômica e até a repressão aos símbolos religiosos em suas casas e igrejas.

O país, assim como outros, sofreu um grande impacto econômico com a pandemia do novo coronavírus. Para tentar amenizar essas consequências, o governo concedeu um auxílio financeiro aos mais carentes, mas os cristãos estão acusando o regime de dificultar o acesso a esse benefício por causa da fé em Jesus.

“Todas as famílias pobres da cidade foram instruídas a exibir imagens de Mao Zedong”, disse um pastor local ao Bitter Winter, segundo informações da CBN News. “O governo está tentando eliminar nossa crença e quer se tornar Deus em vez de Jesus.”

Os funcionários do governo estão sendo instruídos a destruir qualquer símbolo religioso que aponte para o cristianismo, e substitua essas imagens pela foto da autoridade comunista, Mao Zedong.

Um membro de uma igreja, residente de uma aldeia, relatou que a sua casa chegou ao ponto de ser invadida pelas autoridades chinesas sob o comando do regime.

“As famílias religiosas empobrecidas não podem receber dinheiro do Estado por nada; devem obedecer ao Partido Comunista pelo dinheiro que recebem”, explicou.

O governo da cidade de Xinyu, na província de Jiangxi, no sudeste, chegou a reter o benefício de um homem deficiente, caso ele continuasse a frequentar os cultos.

Em Jiangxi, Poyang, uma idosa teve seu nome retirado da lista de ajuda só porque ela disse “graças a Deus” ao receber seu auxílio mensal no valor aproximado de $28.

A casa de um cristão foi invadida no período de maio por um funcionário do governo, com cartazes dos líderes comunistas: “Esses são os maiores deuses. Se você deseja adorar alguém, são esses”, disse ele ao falar de Mao e do presidente Xi Jinping.

Outra idosa de Henan, em Shangqiu, também perdeu seus benefícios devido à sua fé.

“Mais tarde, tanto meu salário mínimo quanto meu subsídio de alívio da pobreza foram cancelados. Eles estão me levando a um beco sem saída. Tenho diabetes e preciso de injeções regularmente”, informou.

Denúncias dessa natureza repercutiram nas mídias internacionais, chamando atenção para o que o regime comunista da China é capaz de fazer para pressionar os cristãos que vivem em seu país.

Organizações como a Portas Abertas pede aos cristãos no mundo inteiro que orem pelos irmãos de fé que sofrem perseguição, especialmente em um período de dupla dificuldade, como é o caso da pandemia.



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