Dengue cresce em números de casos e avança em áreas onde não se registrava a doença

Vacina já está disponível em diversos estados

| ASSESSORIA


A dengue, doença causada pelo mosquito Aedes Aegypti, é velha conhecida dos brasileiros. Durante os meses mais chuvosos e úmidos, surtos da enfermidade costumam aparecer todos os anos. Em 2023 não tem sido diferente: o número de casos da doença vem crescendo ano a ano e chegando em regiões onde antes não era tão comum. Segundo o Ministério da Saúde, a enfermidade atinge 75% dos municípios brasileiros e são 278 casos a cada 100 mil pessoas. A alta é de 43% de casos em relação ao ano passado.

E, segundo o sistema InfoDengue, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a perspectiva não é das melhores: um relatório do local indica que o aquecimento global vem causando modificações no clima, modificando, por exemplo, o regime e a frequência de chuva em diversas localidades, criando um habitat perfeito para o inseto em locais que antes ele não conseguiria sobreviver, o que permite a expansão dos mosquitos para locais que geograficamente.

Prevenção

Além de cuidar do meio ambiente e tomar medidas de proteção, evitando acúmulo de água limpa e parada, pessoas agora também têm no mercado uma nova vacina preventiva, com 80% de eficácia. A Qdenga, produzida pela farmacêutica Takeda, já está no mercado para pessoas de 4 a 60 anos em todas as regiões do país. Uma das empresas que estão aplicando o imunizante é a Alliança Saúde, companhia controladora de marcas pelo Brasil. Atualmente, são nove diferentes estados com o serviço: CBD e Plani (São Paulo); Axial e São Judas Tadeu (Minas Gerais); Multiscan (Espírito Santo), Delfin (Bahia); CSD (Pará); Multilab (Amazonas, Amapá, Mato Grosso do Sul) e Sabedotti (Paraná).

A vacina pode ser aplicada para quem teve exposição ao vírus da dengue, mas não é indicada por grávidas, lactantes e pessoas em tratamento com imunossupressão. Além disso, é preciso esperar de 28 a 30 dias para se vacinar com outros imunizantes. A exceção é para a febre amarela e a hepatite A, que podem ser administradas juntos com a de dengue.

"São duas doses, com intervalo de três meses entre cada. A expectativa é que a procura seja grande com o crescente aumento de casos. A eficácia é alta para casos sintomáticos e também previne mortalidade", afirma Gustavo Campana, vice diretor médico da companhia.

O preço do imunizante é de R$ 399, por dose.