Conheça os reais benefícios do leite para o corpo humano segundo médicos de MS

| ASSESSORIA


O Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG) buscou a opinião de médicos de Mato Grosso do Sul com a finalidade de desmistificar o consumo do leite e apresentar a opinião de profissionais da saúde com diferentes especialidades. Segundo eles, apesar do cálcio ser uma das principais propriedades do leite, os benefícios vão além, passando pelo auxílio em tratamentos de quimioterapia, cirúrgicos, e ainda conta com a vantagem do fácil acesso, baixo custo, agradável ao paladar brasileiro e com muita proteína.

Segundo o cirurgião oncológico, Fabricio Colacino, tanto a radioterapia, a quimioterapia, hormonioterapia e o tratamento cirúrgico, podem ter contribuições significativas do leite. “Consideramos que o leite tem muita importância durante essas modalidades, afinal tem tudo a ver com a cicatrização e a recuperação dos tecidos. Essa recuperação depende de uma estrutura nutricional que pelo leite vem com a sua proteína, pois se trata de uma fonte nutricional muito importante e que tem um poder proteico enorme”, explica.“Todas as pessoas que podem ingerir o leite, façam uso! Afinal, para o organismo é uma reserva importante e que vai contribuir muito na estruturação dos tecidos”, completa Colacino.

“Todas as pessoas que podem ingerir o leite, façam uso! Afinal, para o organismo é uma reserva importante e que vai contribuir muito na estruturação dos tecidos”

O médico oncologista ainda reforça que os pacientes que têm proteína abaixo da média normal, por conta da própria patologia de base que é a doença oncológica, tem contribuição muito positiva do leite. “É um dos alimentos mais consumidos no mundo, ocupando as primeiras posições de importância em relação ao alimento do paciente oncológico, não só o leite em si, mas seus derivados também”, pontua.

Já o ortopedista Ricardo Marques destaca o poder do leite para a coluna vertebral, cervical, torácica e lombar. “Os ossos longos que é o fêmur, os ossos da perna que é a tíbia, todos eles necessitam de uma boa quantidade de cálcio. O leite ainda tem a presença de grandes quantidades de proteína, também tem a presença de quantidades do próprio carboidrato que é necessário, além de alguma quantidade de lipídios, também necessários para o desenvolvimento dessas estruturas. E o carboidrato ajuda na absorção do cálcio para poder haver uma biodisponibilidade desse cálcio na circulação sanguínea”, pontua.

“Um copo de leite de 200 ml é o equivalente a 1,4 kg de brócolis por exemplo, nós não conseguimos ingerir essa quantidade de brócolis para ter a quantidade mínima de cálcio circulante no dia a dia”, sinaliza Marques, que também é cirurgião de coluna, ao confirmar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda cerca de 1000 miligramas de cálcio por dia, ou seja, 3 copos de leite supriria a necessidade diária. Uma fatia de queijo branco de 100 grama tem até 600 miligramas de cálcio, que já é mais da metade que o humano precisa por dia.

A médica endocrinologista Adriana Garcia Gabas apresenta preocupação quanto às pessoas que não ingerem o leite ou algum de seus derivados. “A formação óssea, primeiro é o arcabouço e depois o preenchimento das lacunas ósseas, esse preenchimento das lacunas pode terminar aos 23 a 25 anos, o chamamos de pico de massa óssea e preocupa muito o fato de alguém não tomar leite, não comer seus derivados. Eu posso até não tomar leite, mas algum derivado eu tenho que ter nessa dieta, porque esse jovem vai estar finalizando o peso de massa óssea, então o preenchimento ósseo das lacunas, é tão importante quanto a formação do esqueleto ósseo. A dieta rica em cálcio é necessária”, enfatiza.

Ela indica que existem outros alimentos ricos em cálcio, mas são alimentos mais caros. “Então o alimento mais rico em cálcio, que traz benefício em relação ao custo é o leite e seus derivados”.

Marcos Blini, geriatra, puxa as vantagens do leite para o paciente idoso. “Ele tem uma necessidade maior de cálcio, pela própria tendência de uma fraqueza dos ossos, e o leite supre muito bem essa deficiência. É um alimento de fácil acesso, barato, com gosto agradável para o paladar brasileiro e que tem muita proteína e cálcio. Meu paciente já faz uso de leite naturalmente até por questão cultural e, na minha avaliação geriátrica, acabo estimulando o aumento do consumo de leite. Temos a questão dos suplementos alimentares, o suplemento para idosos têm um gosto muito melhor quando é diluído no leite”, recomenda Blini.



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