Abuso de rotativo, ninguém merece - Silva Junior

| REDAçãO


Tolerãncia zero no trânsito de Dourados mesmo sem monitor de area . Divulgação

Absurdo!
Essa simples palavra define bem a atitude e o modus operandi daquelas pessoas que são (ou pelo menos deveriam) ser as “responsáveis” pelo acompanhamento, fiscalização e (bom) atendimento ao público usuário do estacionamento rotativo de Dourados e certamente de outras metrópoles.
Outro dia aconteceu uma situação constrangedora e de muita falta de bom senso. Era cerca das oito horas; tinha um compromisso e precisava pegar alguns documentos no escritório de contabilidade. Ao estacionar próximo de um cruzamento tranquei o carro e fiquei esperando por alguém responsável pelo estacionamento, alguém que opere essa atividade na área central. Na quadra onde eu estava, assim como nas proximidades não havia nenhum azulzinho (a) como são conhecidos desde que esse serviço passou a operar na cidade.

Como não tinha tempo disponível, conforme disse anteriormente, subi ao escritório localizado no primeiro andar do prédio e em questão de minutos no máximo três a quatro. Ao voltar, para minha surpresa e de um colega que estava comigo, lá estava, surgida de algum lugar, uma senhorita muito mal educada colocando uma notificação nos para-brisas do carro.
Tentei argumentar, explicando que ela havia acabado de chegar e como pouco antes não tinha avistado nenhum deles, resolvi subir rapidamente pegar os papeis e descer para o trabalho. De nada adiantou. A atendente foi enfática, “quem te falou em tolerância?”. Disse ok, quanto você vai me cobrar? Dez reais me disse.
Ainda tentei novamente argumentar, mas vi que não adiantava; naquele momento o melhor a fazer era acertar a multa e ir embora. E foi o que aconteceu. A pessoa que estava comigo quis ser agressiva, mas me ouviu e tudo ficou encaixado.
Mas algumas considerações merecem ser pontuadas. Em primeiro lugar, é preciso que haja cursos e palestras oferecidas pela empresa, tendo como alvo a instrução de relacionamento interpessoal para esses atendentes, que hoje merecem uma singular nota zero. Seria de bom tom que a empresa que explora esse serviço não pensasse, simples e quase exclusivamente em lucro a todo custo, sem que haja um mínimo de condescendência para com o usuário.
São mais comuns do que se imagina acontecimentos como esse aqui narrado, muitas vezes beirando o irônico. Já passei por isso também, em outros momentos. Já cheguei a perder quase meia hora para “legalizar” minha parada naquele espaço. Nem no lugar, nem nas proximidades conseguia encontrar um funcionário para regularizar a parada. Mas basta virar as costas e surge uma imponente figura, revestida de poder que talvez nem tenha, com o bloquinho na mão, fazendo a bendita notificação. E não há conversa. É multa mesmo. Infelizmente isso propõe uma reflexão: “Porque tanta firmeza na hora de cobrar essa famigerada multa, haja vista o “vendedor” não estar presente (o que não é nenhum caso raro). Eles deveriam estar à postos full-time... afinal, não é para isso que são pagos? Não é essa a sua função?
E por fim, a forma de conversar. O comportamento daquela atendente foi horripilante em todas as esferas. Os responsáveis pela empresa deveriam ir à campo verificar in loco ao invés de ficar longe dos embates preocupados apenas com os números ($$$) diários a qualquer custo. Encontro-me decepcionado. Lamento ver pessoas daqui e de outros municípios, sobretudo idosos, sendo massacrados por esses atendentes que agem como se não tivessem fígado.
Depois, muitos se queixam da administração da cidade e nesse bojo aparece a prefeita e os vereadores, dentre outros. Nesse momento, de casos semelhantes ao meu, temos que cobrar a quem de direito, ou seja, à empresa responsável pelas vagas rotativas. Que apresentem um serviço de excelência, com qualidade e educação sendo o padrão que merecem aqueles que lhes sustenta e paga os salários dos seus funcionários, inclusive daqueles que, como a atendente tomada como exemplo, nos tratam mal. Ou seja, acabar com o ABUSO!

 

gazetamsddos@gmail.com 



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