Pecado imperceptível no cotidiano - Wilson Aquino*

| DO AUTOR


Willian em ação na partida contra o Boca (Foto: NELSON ALMEIDA / AFP)

Se a sociedade comprova que o amor de mãe é maior que o de um pai, provavelmente pelo fato dela gerar outro ser humano em seu próprio ventre, imagine então o tamanho do amor de Deus pela humanidade que Ele criou? E mais: Deu vida a cada um tornando-os diferentes uns dos outros com dons e habilidades também diferenciados.

E como se tudo isso não bastasse, criou o mundo, um universo infinito apenas como parte de um processo de crescimento, desenvolvimento e evolução, espiritual principalmente, do próprio homem. Logo, esse amor é sim muito maior que qualquer outro e que sequer podemos mensurar essa grandiosidade como afirmam as Escrituras Sagradas:

“Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti”. (Is. 49:15)

“E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?

Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?

Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai Celestial o Espírito Santo àqueles que lhe pedirem?” (Lc. 11:11-13)

Assim sendo, dá para imaginar então quão grande é também o sofrimento Dele quando nós, Seus filhos amados, cometemos, no cotidiano de nossas vidas, a desobediência aos seus mandamentos e ensinamentos?

E entre tantos erros cometidos, gostaria de destacar apenas um deles que cometemos diariamente, mesmo quando achamos que estamos bem e obedientes aos ensinamentos e mandamentos que Ele nos deixou. Trata-se da quebra de um dos 10 Mandamentos, que vieram à tona pelas mãos de Moisés depois que ele salvou seu povo da escravidão no Egito, que é o de não proferir o nome do Senhor em vão.

Parece ser simples, mas não é. Tanto é verdade que se trata do segundo dos 10 mandamentos. E a advertência do Senhor mostra a gravidade de seu descumprimento, como podemos ver em Êxodo (20:7): “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.

No entanto, não é o que temos constatado na sociedade, especialmente nesses últimos tempos. Com frequência, em qualquer roda de conversa entre duas ou mais pessoas, em família, entre amigos ou no trabalho, lamentavelmente tem sido comum o uso de expressões como: “Pelo amor de Deus”; “Meu Deus do céu”; “Ai meu Deus”; “Jesus!”; “Misericórdia... Jesus amado!” e tantas outras, sempre invocando o nome do Senhor em vão, pois nem de longe se referem de fato a Ele, que é tão especial, tão grandioso, tão poderoso e sagrado.

Dada à Sua importância, poder e glória, quando quisermos nos referir a Ele, precisamos primeiramente criar um ambiente especial para isso, em completa reverência, respeito e humildade. Não pode ser, em absoluto, de nenhuma outra forma.

Há alguns anos, o então presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Spencer W. Kimball acabara de ser operado e um jovem enfermeiro o colocara numa maca e o estava levando para outro andar do hospital. Ao entrar no elevador, o enfermeiro tropeçou e proferiu um xingamento usando o nome do Senhor.

O presidente Kimball, mesmo semiconsciente, suplicou: “Por favor! É o meu Senhor cujo nome você está injuriando”. Houve um silêncio sepulcral, e então o rapaz se curvou e sussurrou com um tom de voz suave: “Desculpe!”.

Pecados dessa natureza, lamentavelmente, tem se expandido até mesmo entre as crianças e adolescentes, por conta do mau exemplo dos adultos que não se dão conta dos erros que estão cometendo no cotidiano de suas vidas.

Até mesmo um simples “Fique com Deus” como dizemos a alguém de quem nos despedimos, se não houver uma real intenção desse desejo e elevação de mente e coração aos céus para que se torne uma bênção, torna-se também um grave pecado.

E apesar de todos terem o livre arbítrio para acreditar ou não no Senhor, isso não dá o direito a ninguém, absolutamente ninguém, de desrespeitar ou blasfemar com o nome Dele, que é um ser soberano a tudo e a todos, Criador de tudo e de todos, logo, um Ser sagrado. E ai daqueles que O desrespeitarem. Não queiram sentir a Sua ira.

 

*Jornalista e Professor



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