Promotor João Linhares é agraciado com a caneta que assinou decreto de criação de MS

| REDAçãO


Para os sul-mato-grossenses a data de onze de outubro de 1977 é um marco histórico – o dia que era assinado pelo então Presidente General Ernesto Geisel o decreto que criava o Mato Grosso do Sul, num período fechado e que pouco tempo depois (menos de dez anos) viria democratizar o sistema político brasileiro. Nessa solenidade de criação do novo estado lá estava Antônio Ferreira dos Reis, o “Varanda”, como mero participantes, expectador.

Após os pronunciamentos chegou o tão esperado momento de assinatura do documento para dar continuidade ao nascimento do novo estado da federação. A toque de caixa, sem consulta popular, plebiscito, nascia Mato Grosso do Sul, desmembrando do Mato Grosso uno. A consternação era total. Fotos e mais fotos, tudo sendo registrado da melhor maneira possível.

Lá se vão quatro décadas e meia. Naquele fático dia, quando chamado para assinar Lei Complementar, n. 31, de 11/10/1977, numa resvalada do cerimonial faltou a caneta para o general rubricar. O alvoroço foi geral. Um olhando para cara do outro sem saber o que fazer.

Foi quando Antônio Varanda levou a mão ao bolso da camisa para retirar a caneta e entregou para o General Geisel assinar. Essa peça ficou guardada por todo esse tempo, com todo cuidado do mundo, e nessa semana ele deslacrou o cofre, retirou a preciosa peça e presenteou o amigo João Linhares Junior, Promotor de Justiça em Dourados.  

Emotivo, veja o disse João Linhares – “Estou muitíssimo emocionado e divido com os amigos, pois integra a nossa história coletiva: no Dia do Escritor e a uma semana de completar aniversário, fui presenteado com a caneta com a qual o Presidente Ernesto Geisel assinou, em Brasília, o ato de criação do Estado de Mato Grosso do Sul (Lei Complementar n. 31, de 11/10/1977)”, com voz embargada e segue – “O fraterno amigo Antônio Ferreira dos Reis, conhecido como “Varanda”, participou deste ato histórico e, na hora de subscrever o ato de criação de MS, o Presidente Geisel (talvez por uma falha do cerimonial), estava sem caneta e pediu que alguém lhe emprestasse uma, e foi das mãos generosas de Varanda que a recebeu e criou MS, terra onde nasci e meus filhos também e que amo verdadeiramente com as tintas pungentes de meu coração e de meu espírito, conta orgulhoso”, o promotor João Linhares.



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