Marciano Melgarejo: “Eu jogava por divertimento”

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Marciano se transformava em camp. Foto: Divulgação

A trajetória de Marciano Melgarejo, o Branco, 74. no futebol, pode ser resumido como dotado de talento, muito à frente dos futebolistas normais. Nascido em Guaira, no Paraná, filho de pai funcionário da Companhia Mate Laranjeira, com sete anos mudou de rumo indo com à família residir em Presidente Epitácio/SP.
Nos anos sessenta começou nas categorias de base da Associação Atlética Epitaciana. Chegou a disputar a Segunda Divisão Paulista por esta equipe e tinha como companheiro o atacante Geraldão que ficou conhecido nacionalmente ao defender o Corinthians do Parque São Jorge.
Em 1966 aportou em Dourados trazido por Oswaldo Casarotti, ficou encantado ao ver o malabarismo do jovem atleta dentro das quatro linhas. Ocupou duas profissões fora dos campos, bancário do Financial e Prefeitura de Dourados, onde entrou no ano de 1972 até se aposentar. Na primeira vez ficou pouco mais de um ano no Leão da Fronteira, trazido por Walter Brandão e João Natalício de Oliveira. Em 1967 recebeu convite para defender o Clube Atlético Luandense alcançando feitos memoráveis. Em maio passado, ele juntamente com mais alguns ex-atletas foi homenageado com a entrega de uma placa com os seguintes dizeres: “A você que persistiu quando era mais fácil desistir; nosso mais sincero agradecimento por vestir a nossa camisa, seja dentro ou fora das quatros linhas; obrigado por fazer parte da nossa historia” – Luanda maio de 2022.
Para Loanda foi levado pelo desportista Gatão, que o viu treinar e jogar no Campo do Floresta, próximo ao Colégio das Irmãs. No início de 1970 retornou para Dourados. Ainda passou pelo 21 de Abril (Fátima do Sul); Grêmio Bataguassu; Diamantinense, dentre outros. Tratava a bola com muita habilidade e amabilidade como poucos, produzia lances mágicos que encantavam companheiros de time, adversários, torcedores, radialistas, jornalistas, etc. Segundo ele, se fosse hoje, seria como o meia Ganso, do Fluminense. Marciano é lembrado por muitos como gênio do futebol. Atuava como meia atacante, era por demais atrevido, ousado e criativo, porém jogava por brincadeira. “Não tinha espírito profissional”, atesta. “Me divertia, levava na esportiva, jogava por divertimento”, confessa.
Induzido por Frédis Saldivar trocou o Ubiratan pelo Operário. Em todos os times ganhou título. Parou em 1986 atuando pelo Saudade Esporte Clube formado pelo amigo Valdessi Carbonari, sendo tricampeão amador dois anos antes. Branco completa 75 anos de vida no próximo dia 27 de novembro.

 

Veja entrevista https://youtu.be/tzoIgJc3-SE 



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