Deputados pedem clareza em protocolos de atendimento à Covid-19 em Dourados

| ALMS


Sessão ocorre em videoconferência devido ao isolamento social da Covid-19

Neste início de junho, a cidade de Dourados ultrapassou a capital Campo Grande como epicentro de casos a cada 100 mil habitantes, do novo coronavírus (Covid-19). O fato levou discurso de preocupação do deputado Barbosinha (DEM) durante sessão ordinária desta quinta-feira (4), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), que pediu providências da prefeitura da cidade.

O parlamentar citou a indignação exposta em um vídeo do cacique Israel, em que teria que socorrido uma indígena de sua aldeia em veículo particular após ter atendimento negado pelo SAMU. “O cacique ligou e não sabia quem iria atender, acabou levando-a ao hospital da missão Kaiowá. Vivemos um momento grave em Dourados, a curva está ascendente, é fundamental que tenhamos protocolos escritos para que as emergências sejam atendidas. Precisamos de regulação dos leitos para que não seja inviabilizado o sistema de Saúde Pública”, disse Barbosinha.

Segundo o deputado é preciso que a prefeitura “oriente com clareza” e faça hospitais de campanha. “Também vejo os bombeiros sobrecarregados, cedidos para atendimento em outras cidades, alguns enviados a barreiras sanitárias nas aldeias, outros são interlocutores na Segurança Pública quanto às orientações. Precisamos também de apoio da população, com o distanciamento social. Lá temos a percepção como se não estivéssemos vivendo em pandemia de Covid-19. Por isso apresentamos esse requerimento pedindo medidas mais efetivas”, explicou.

Por outro lado, Neno Razuk (PTB) expôs que também acompanhou o caso do indígena e defendeu o SAMU. “Quando a pessoa liga para o SAMU tem um questionário a ser respondido e o SAMU não viu a urgência no atendimento, por isso não foi. Tanto é que a senhora foi levada de forma particular, fez a consulta e foi liberada. Não foi internada. Ou seja, o SAMU não errou e fez o atendimento de excelência. Quanto à prefeitura, disseram-me que foi disponibilizada ambulância para atender as aldeias, sendo que isso era um trabalho da Funai, além de disponibilizar leitos em hospitais particulares. O que preocupa é que até ontem, dos 74 infectados, 25 eram crianças e  faltam leitos de UTI pediátrico. Em Campo Grande só tem sete. Em Dourados só tem 3 e só. É o que tem na rede pública, temos que cobrar ação efetiva do Estado para ampliar isso”, ressaltou.

Já o deputado Renato Câmara (MDB) afirmou que o momento é de unir forças, independentemente de questões políticas-partidárias. “O Estado divulga que Dourados é novo epicentro e a prefeitura discorda do dado. Precisamos de uma discussão mais clara e investimentos em EPIs [Equipamentos de Proteção Individual]. Me disseram que nos postos tem enfermeiros sem máscara, imagina o contágio lá na frente se tiver algum assintomático? Pedi isso ao secretário estadual de Saúde [Geraldo Resende] e também para enviar responsável para esclarecer a situação com os caciques”, finalizou.



PUBLICIDADE
PUBLICIDADE