MP não é favorável a liberdade de PM que matou professora

| DIáRIO DIGITAL / DA REDAçãO


Delegado titular da 4ª DP, João Reis Belo, falou sobre depoimento de PM (Foto: Marco Miatelo)

O MPMS (Ministério Público Estadual) se posicionou contra o pedido de revogação da prisão preventiva solicitado pela defesa do tenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Alexander Nantes Stein, de 32 anos, que provocou o acidente que matou a professora Suellen Vilela Brasil, de 32 anos, na noite do último sábado, em Campo Grande.

O PM está no Presídio Militar e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva no domingo (31). Nesta quinta-feira (4), Alexander foi interrogado na 4ª DP (Delegacia de Polícia), no Bairro Moreninha II, por durou quase uma hora. O advogado de defesa, Pedro Paulo Sperb, negou que o cliente tenha consumido bebida alcóolica no dia do acidente.

No despacho, o MP afirmou que a manutenção da prisão provisória é para a garantia da ‘ordem pública’ e para assegurar a aplicação da lei penal, já que o réu poderá evadir-se caso seja solto.

A Polícia Civil aguarda o laudo do Instituto de Criminalista que vai apontar a velocidade em que o veículo do tenente estava e como foi a dinâmica do acidente. Segundo o delegado titular da 4ª DP, João Reis Belo, Alexander “alegou que bebeu apenas três cervejas long neck, bem antes do acidente, na hora do almoço'.

Apesar do depoimento do PM, o delegado explicou que o termo de constatação de alteração da capacidade psicomotora feito no flagrante serve como prova de que o motorista estava sob efeito de álcool.

Acidente - A professora Suellen Vilela Brasil foi atingida pelo carro do PM, na noite de sábado, na Av. Gury Marques ao reduzir a velocidade para passar por um quebra-molas. Com a força do impacto, o carro bateu na guia do canteiro lateral direito da pista e depois contra uma árvore. Suellen morreu no local. O carro do PM, atravessou o canteiro e parou no sentido contrário pista, a mais de 100 metros do ponto onde houve a batida. Conforme o boletim de ocorrência, Alexander apresentava sinais de embriaguez como odor etílico, olhos vermelhos e dificuldade no equilíbrio.



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