Acusado de matar a ex asfixiada em travesseiro é denunciado em MS por feminicídio e ocultação de cadáver

Crime ocorreu no dia 14 de abril em Campo Grande e corpo da jovem foi encontrado somente cinco dias depois, em uma área de mata próximo a BR-262.

| G1 / G1 MS


O homem de 26 anos que é acusado de matar a ex-mulher, de 21 anos, asfixiada no travesseiro, vai responder por feminicídio qualificado e também por ocultação de cadáver, pois o corpo da vítima foi encontrado somente cinco dias depois, em uma área de mata, próxima a uma rodovia. O crime ocorreu em abril deste ano, no bairro parque do Lageado, em Campo Grande.

A denúncia do Ministério Público Estadual (MP-MS) sobre o crime foi recebida nesta segunda-feira (25), pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete de Almeida.

Segundo a denúncia do MP-MS, o acusado manteve relacionamento com a vítima, a estudante de estética Maria Graziele de Souza, por 8 anos. Em março deste ano, a jovem decidiu terminar a união, porque o companheiro se apresentava extremamente ciumento e possessivo. Inclusive, a polícia apurou que ele a monitorava em todas as redes sociais.

O acusado, entretanto, não aceitou o fim do relacionamento e continuou a procurá-la para reatar o casamento.

De acordo com a denúncia, no dia 14 de abril, aniversário do suspeito, ele foi até a clínica de estética em que Maria Graziele trabalhava para buscá-la. Os dois seguiram para a casa onde moraram, no bairro parque do Lageado, para comemorarem a data.

O MP-MS aponta que os dois tiveram relação sexual e depois permaneceram deitados, conversando. Quando a jovem comentou com o acusado sobre o medo que tinha de ele a matasse, o homem aplicou o golpe “mata-leão' nela.

A denúncia diz que o homem segurou as mãos da jovem para baixo, deixando-a de bruços na cama e que depois a asfixiou até a morte, com o rosto no travesseiro.

O Ministério Público Estadual aponta que após matar a ex-mulher, o homem teria feito postagens pelo celular da vítima e foi até a casa da mãe dela, fingido que teria combinado um encontro com a jovem no local.

Depois de conversar com a mãe da vítima, a denúncia do MP aponta que ele voltou para a antiga casa do casal, vestiu a jovem, colocou o corpo no carro e seguiu pela BR-262. Poucos metros após um entroncamento em uma área de mata, ele deixou o corpo da estudante e retornou à cidade.

Com o desaparecimento da jovem, a família dela acionou a polícia. O corpo, no entanto, foi encontrado somente cinco dias depois do crime, em 19 de abril. Durante as investigações, vários indícios apontaram para o ex-companheiro. Ele teve prisão temporária decretada pela Justiça e foi preso no dia 25 de abril. Na delegacia confessou o crime e a prisão temporária foi convertida em preventiva.

Veja reportagem da TV Morena sobre a prisão do suspeito, no dia 25 de abril:



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