Para Resende Dourados não pode mais se contentar com sobras para 2022

| DOURANEWS


Jornalistas Silva Júnior e Clóvis de Oliveira conversaram durante uma hora com o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende. Reprodução

Ex-deputado federal, atualmente suplente do mesmo cargo, licenciado para ocupar a função de secretário estadual de Saúde, o médico Geraldo Resende (PSDB) disse, em live promovida com a participação dos jornalistas Silva Junior e Clóvis de Oliveira (do DOURANEWS), transmitida através da página no Facebook do jornal GazetaMS, que Dourados não pode ficar refém de outros agentes políticos na hora de definir a participação do município em processos eleitorais.

Embora ainda não admita que vá deixar o cargo na Secretaria em abril do ano que vem, para disputar novas eleições, Geraldo disse que tem ainda alguns desafios e que Dourados “não pode mais se contentar com as sobras”, e que está disposto a jogar “em qualquer posição” em 2022. “Dourados está precisando de alguém com vigor suficiente para fazer com que a força política da nossa região possa se expressar”, avisou.

Segundo o deputado licenciado, é possível voltar a construir um projeto de senador para a Grande Dourados. “Porq ue Dourados sempre se serve apenas das migalhas do poder?”, indagou, sugerindo o título que encabeça esse texto para definir o que pensa. “Precisamos disputar um espaço de forma igualitária, inclusive com a nossa Capital, não podemos continuar aceitando que outros atores continuem construindo os projetos para a nossa cidade”.

GESTÃO DE SAÚDE

O secretário cobrou mais firmeza dos gestores de Dourados em relação à plena utilização das doses de vacina que estão sendo entregues ao Município como parte da campanha estadual de imunização e para agilizar programa de realização de exames e encaminhamentos médicos.

“Faltam gestores comprometidos”, reclamou Geraldo, citando a gestão da ex-prefeita Délia Razuk quando os recursos repassados para exames de CPRE [Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica], um procedimento que possibilita ao médico diagnosticar problemas do fígado, vesícula biliar, dutos biliares e pâncreas, da ordem de R$ 70 mil por mês, não foram corretamente aplicados e lembrou da gestão atual que não sabe o que fazer com o ‘rombo’ presente na Funsaud (a Fundação de Serviços de Saúde), para onde já encaminhou muitos recursos “que infelizmente não tem sido bem aplicados”.

CONFIRA O BATE-PAPO NA ÍNTEGRA

“Temos dificuldades em encontrar um pessoal mais ativo que possa cobrar essas situações, fica mais como uma queixa de alguém inconformado com essa situação, a própria Funsaud eu fui o único que disse ‘vão criar uma bomba de nitroglicerina que vai explodir no colo dos futuros prefeitos’ e que iria inviabilizar o Município, e eu tenho que socorrer pra consertar um erro que eu disse que ia ocorrer”, resumiu o secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul.



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