Tese de doutorando sobre governança corporativa é a vencedora do 1º Prêmio ESG - FAMA Investimentos

Doutoranda da USP, primeira colocada Elise Soerger Zaro analisou mais de 20 mil relatórios integrados de empresas do mundo todo, entre os anos de 2010 e 2017, para comprovar os benefícios da adoção voluntária ao formato

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Professora Elise Soerger Zaro. Foto: Diulgação

A FAMA Investimentos , gestora independente que se dedica exclusivamente à gestão de investimentos em empresas brasileiras de capital aberto, acaba de anunciar os ganhadores da primeira edição do Prêmio ESG - FAMA Investimentos. Contemplando uma premiação no valor de R﹩ 15 mil em dinheiro e R﹩ 500 em créditos de carbono da Moss, o primeiro lugar ficou com a tese de doutorado de Elise Soerger Zaro, da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP).

Em sua primeira edição, a premiação teve como principal objetivo fomentar a pesquisa acadêmica em torno da temática ESG, para oferecer ao mercado informações estratégicas e ajudar a desdobrar benefícios ao mundo corporativo e também à sociedade. Ao todo, o prêmio contou com onze meses de trabalho da banca julgadora, composta por acadêmicos, empresários, investidores, executivos e consultores na área da sustentabilidade.

Com inscrições iniciadas em agosto de 2020, a iniciativa foi marcada pela diversidade dos participantes. Ao todo, foram inscritos 59 trabalhos de estudantes de 27 faculdades e universidades, residentes de 11 estados brasileiros. Dos projetos, 46% vieram de estudantes de graduação, 12% de pós-graduação, 24% de mestrado, 14% de doutorado e 5% de pós-doutorado. Dentre os participantes, houve bastante equilíbrio de gênero, com 54% de homens e 46% de mulheres.

"Os relatos que tivemos dos membros da banca acerca da qualidade dos trabalhos apresentados, bem como sobre a efetividade da iniciativa para o fomento da pesquisa acadêmica nacional, são alentadores e um verdadeiro estímulo para as futuras edições. Embora estejamos neste ato anunciando os dois ganhadores, entendemos que o grande vencedor foi o ecossistema ESG nacional, agora irrigado por dezenas de trabalhos em áreas distintas que podem e devem se desdobrar em impactos futuros", destaca Alperowitch.

Premiados

No projeto sobre governança corporativa, a vencedora, natural de Dourados, no Mato Grosso do Sul, analisou o efeito da adoção voluntária do chamado "relato integrado", que une informações financeiras e não financeiras para reduzir o custo de capital próprio das empresas. No total, Elise analisou mais de 20 mil relatórios integrados de empresas do mundo todo, entre os anos de 2010 e 2017. Sua pesquisa constatou os benefícios ao olhar os modelos de negócio de forma holística, como uma melhoria em seus processos de gestão, principalmente no que diz respeito ao capital não financeiro, além de identificar declínio na assimetria de informação.

"Os participantes abordaram temáticas de natureza diversa em suas teses, que envolviam questões de governança, socioambientais, de reporting, discussões de essência e quantitativas. Em um momento em que as questões ambientais ganharam um peso relevante na difusão das questões ESG no Brasil, era improvável que o trabalho vencedor abordasse questões de governança corporativa", destaca o cofundador e portfólio manager da FAMA, Fabio Alperowitch.

A segunda colocação, com um prêmio no valor de R﹩ 8,5 mil em dinheiro e R﹩ 500 em créditos de carbono, ficou com o trabalho de pós-graduação de Felipe de Souza Nobre, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Natural de Goiânia, Goiás, ele analisou o Índice Carbono Eficiente (ICO2) que mede o desempenho médio das cotações de ativos levando em consideração as emissões de gases do efeito estufa das empresas. Com sua tese, Felipe propôs uma alteração na composição do índice, em decorrência das constantes críticas das indústrias aos índices ESG, por não respeitarem alguns princípios comuns quando se trata do assunto.

Sobre a FAMA Investimentos

Fundada em 1993, a FAMA Investimentos é uma gestora de recursos focada em ações de companhias brasileiras listadas. Seus investimentos são realizados sob critérios exclusivamente fundamentalistas e por uma criteriosa seleção de empresas, levando-se em consideração a capacidade da companhia de criar valor a longo prazo através de suas vantagens competitivas, excelência de gestão e padrão ético.



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