Exportação de carne bovina avança 12% em abril; China desacelera compras


Exportação de carne bovina avança 12% em abril; China desacelera compras

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Legenda: Conforme dados da Secex, os embarques de carne bovina (in natura e processada) somaram 152.626 toneladas no mês passado

As exportações decarnebovinado Brasil avançaram 12% em abril ante igual período do ano passado, mesmo com uma desaceleração nas aquisições pelaChina–principal compradora da proteína brasileira– em relação ao mês anterior, disse hoje (07) aAbrafrigo(Associação Brasileira de Frigoríficos).

Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) compilados pela entidade, os embarques de carne bovina (in natura e processada) somaram 152.626 toneladas no mês passado, com uma receita de US$ 706,7 milhões, alta de 23% na comparação anual.

Com o resultado positivo em abril, o volume exportado pelo país no acumulado de 2021 também entrou no azul, após ter apurado queda de 1% no primeiro trimestre. De acordo com a Abrafrigo, foram embarcadas 563.651 toneladas nos quatro primeiros meses do ano, avanço de 3% ante igual período de 2020.

“A China, com suas importações através de continente (44,5% do total) e pela cidade-estado de Hong Kong (14,2%), continua sendo de longe o maior cliente da carne bovina brasileira, somando 58,7% das exportações”, disse a entidade em nota.

Em abril, o país asiático foi responsável pela compra de 84.634 toneladas de carne bovina. O volume representa uma alta de 5,7% na comparação anual, mas uma desaceleração frente a março de 2021, quando havia adquirido 93.692 toneladas.

No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, a China importou 330.929 toneladas de carne bovina brasileira, movimentando US$ 1,479 bilhão, ante 295.255 toneladas e US$ 1,346 bilhão em igual período do ano passado.

A Abrafrigo também destacou um aumento de 157,6% nas importações do produto pelos Estados Unidos no quadrimestre, a 23.009 toneladas. Nos primeiros meses de 2020, o comércio de carne bovina do Brasil com os EUA ainda emergia de um embargo de três anos à proteína “in natura” brasileira, que foi levantado apenas em fevereiro de 2020.

Os EUA já se posicionam como terceiro maior cliente do Brasil no segmento, atrás apenas da China e do Chile –o país sul-americano adquiriu 25.712 toneladas no período, queda de 3,9% ano a ano.

“No total, 66 países aumentaram o volume das importações e outros 75 diminuíram”, disse a associação (Reuters, 7/5/21)



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