Internações de idosos com mais de 90 anos por Covid-19 zeram no Hospital Regional de MS nos primeiros 10 dias de março

O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rivaldo Venâncio, destacou que "os números são reflexos, indiscutíveis, da vacinação contra o coronavírus".

| G1 / JOSé CâMARA, G1 MS


O número de internações de idosos com mais de 90 anos por Covid-19 zerou nos primeiros 10 dias de março no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), referência no tratamento do vírus no estado. As informações solicitadas pelo G1, demonstra para o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rivaldo Venâncio, "que os números são reflexos, indiscutíveis, da vacinação contra o coronavírus".

De acordo com os dados do HRMS, nos primeiros 10 dias de janeiro houveram 11 internações de idosos com mais de 90 anos por Covid-19 no hospital. Com o mesmo recorte de dias, porém no mês de fevereiro, foram apenas três pessoas na faixa etária internadas em decorrência do vírus. Agora, nos primeiros 10 dias de março, não houve nenhuma internação pela doença no hospital. Veja o gráfico abaixo:

O infectologista e pesquisador da Fiocruz, Rivaldo Venâncio, diz que os números que Mato Grosso do Sul vem expressando em ralação às internações por Covid-19 de grupos, majoritariamente vacinados, podem ser vistos em outros países e estados brasileiros.

"De fato vemos este cenário onde a vacinação contra a Covid-19 tem impactado no adoecimento e nas mortes daquelas pessoas que estão recebendo a vacina", destacou Venâncio.

O infectologista também reforçou que a queda nos números também pode ser vista em relação às mortes por Covid-19. No início da semana, o G1 divulgou que o número de óbitos em decorrência do vírus entre idosos com mais de 90 anos em Mato Grosso do Sul caiu 55% entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021, segundo dados da secretaria estadual de Saúde (SES).

'Reflexo da vacinação': Mortes de idosos com mais de 90 anos por Covid-19 caem 55% em fevereiro em MS

Venâncio afirmou que a vacinação e as medidas de proteção individual e coletiva são as principais "armas de combate ao vírus". O pesquisador reforçou que "várias faixas etárias ainda não se vacinaram, então os cuidados devem continuar. Nesse momento, devemos ampliar a vacinação, continuar usando máscara, manter a higienização e o distanciamento físico entre pessoas".

O infectologista reforçou que os "dados, mesmo que preliminares, mostram o benefício da vacinação contra a Covid-19".

"A vacinação neste momento é a principal arma que toda cidadã e cidadão têm para enfrentar a pandemia de Covid-19. Quando chegar a sua vez, não hesite! Vá se vacinar, ela salva vidas e os números já mostram isso!", finalizou o infectologista.

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