Preso há 18 dias, marido de Graziela nega envolvimento no sumiço de esposa

| DIáRIO DIGITAL / ANA LíVIA TAVARES


Desde 19 de abril, o marido da estudante Graziela Pinheiro Rubiano, 36 anos, está preso temporariamente, pelo desaparecimento da esposa, vista pela última vez no dia 5 de abril. Rômulo Rodrigues Dias, 33 anos, foi interrogado mais de uma vez pela polícia e conforme informações apuradas pelo Diário Digital, deu diferentes versões sobre o que teria acontecido com a esposa.

Em seu primeiro depoimento, Rômulo afirmou à polícia que estava em casa com a esposa no domingo, dia 5 de abril, quando uma mulher foi até a residência do casal para relevar que Graziela estaria supostamente tendo um caso extraconjugal com a namorada dela. O suspeito chegou a divulgar um vídeo íntimo da companheira para as amigas, como justificativa para a esposa ter ido embora e deixado tudo para trás.

O suspeito disse em depoimento que os dois discutiram naquele dia. Graziela teria ficado chateada e, na manhã de segunda-feira, 6 de abril, falou ao marido que não iria trabalhar. Rômulo então, entregou o uniforme da esposa junto com a chave da empresa em que ela trabalhava ao patrão. No fim da tarde, quando voltou para casa, Graziela já não estava mais no local e ele não teve notícias da esposa.  

Porém, Rômulo mudou sua versão sobre a última vez que teve contato com a mulher. Em novo interrogatório, ele relatou que no dia 5 de abril foi ao Balneário Atlântico, na saída para Três Lagoas, onde o casal tem um loteamento e está construindo uma casa. Segundo o suspeito, ele e Graziela teriam discutido no local porque a mulher havia entrado na lagoa para nadar e o eles foram advertidos por um porteiro que estava proibido o banho, devido a pandemia do novo coronavírus.

Por volta das 13h30, após a discussão, conforme o suspeito, Graziela saiu andando do terreno que eles têm no loteamento. Ele ficou mexendo na construção e achou que ela estivesse na lagoa. No fim da tarde, quando teria ido procurar pela esposa, não a encontrou.

Rômulo diz ter retornado para casa acreditando que ela estivesse lá. Sem notícias da esposa, na manhã do dia seguinte, segunda-feira, ele foi até a empresa deixar as coisas de Graziela e não procurou a polícia, familiares ou amigas da mulher.

Segundo informações, o porteiro que Rômulo diz ter conversado com ele na lagoa, no Balneário Atlântico, na verdade, havia sido dispensado naquele domingo e não foi trabalhar. A denúncia do desaparecimento de Graziela Rubiano foi registrada na terça-feira, 7 de abril, por amigas.

O caso está sendo investigando pela DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios), mas não há detalhes sobre o andamento do inquérito. Diante das diferentes versões do suspeito em interrogatório, o Diário Digital apurou que a Polícia Civil deve pedir a prorrogação da prisão temporária a Justiça.

Rômulo Rodrigues Dias, 33 anos, já responde a um processo por furto qualificado. Ele foi preso em Três Lagoas, acusado de desvio em uma empresa de celulose onde trabalhava.

Desaparecimento - De acordo com as amigas de Graziela, a última visualização dela no aplicativo WhatsApp foi às 11h45 do último domingo, 05 de abril.  Na terça-feira (07), ela não compareceu para entrega de trabalho acadêmico. Na sequência, as amigas foram até a residência de Graziela e o marido informou que ela viajou, mas não sabia para onde. No trabalho dela, a informação é de que não compareceu mais e nem entrou em contato. Ainda segundo as amigas, os pais de Graziela Rubiano são falecidos e ela não teria familiares em Campo Grande.

Informações sobre o desaparecimento de Graziela podem ser repassadas a Delegacia de Homicídios via WhatsApp pelo número (67) 3318-9026.



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