Sindicato cobra Prefeitura e Câmara por demissões no Bradesco

Atos acontecem em frente às agências e departamentos do banco em todo o país e paralisações visam denunciar quebra de compromisso de não demissão

| REDAçãO


O Sindicato dos Bancários de Dourados e Região que vem se manifestando com fechamento de agências e tuitaços, acompanhando a Campanha Nacional contra as Demissões nos bancos privados, com destaque para as demissões no Bradesco, protocolizou nesta quarta-feira (11) ofício junto a Prefeitura e Câmara Municipal de Dourados externando preocupação e, também cobrando providências dessas autoridades e do Bradesco em relação as demissões.
O sindicato destaca que o Bradesco em pouco mais de 30 dias já demitiu mais de dois mil pais e mães de família em todo o país, sendo nove demissões na base do sindicato de Dourados e destas, sete só no município de Dourados.
No documento a entidade lembra que, no caso de Dourados a responsabilidade do Bradesco, da Prefeitura e da Câmara de Vereadores passa a ser ainda maior depois da aquisição milionária da folha de pagamento dos servidores da Prefeitura no final do ano passado, com promessa de contratação de mais funcionários, o que menos de um ano depois não só não se confirmou, como está piorando dramaticamente com demissões em plena pandemia.
Hoje
Bancários de todo o país realizam, nesta quinta-feira (12), manifestações em agências e departamentos do banco Bradesco para protestar contra as demissões realizadas pelo banco. Em Dourados a manifestação acontece na Agência 2023 do Bradesco que fica na região central da cidade.
A ação faz parte da campanha organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e sindicatos dos bancários, que denunciam a quebra do compromisso de não realizar demissões durante a pandemia, assumido pelo banco e pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em mesa de negociação com o Comando Nacional Bancário.
Mas, os três maiores bancos do país estão demitindo. O Bradesco já demitiu este ano mais de 2.000 trabalhadores, de acordo com cálculos da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco. Isso no mesmo período em que obteve Lucro Líquido Recorrente de R$ 12,657 bilhões nos primeiros nove meses de 2020.



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