MP aguarda inquérito que investiga coordenador de campanha de Alan Guedes

Promotora Eleitoral de Dourados se manifesta nos autos número 0600857-03.2020.6.12.0018 sobre decisão do juiz eleitoral César de Souza Lima, da 18ª Zona Eleitoral que mandou Polícia Federal instaurar inquérito para investigar fraude eleitoral

| ASSESSORIA


A promotora eleitoral Claudia Loureiro Ocáriz Almirão se manifestou no processo número 0600857-03.2020.6.12.0018 que vai julgar crime eleitoral praticado pelo ex-vereador Carlinhos Cantor, presidente da Executiva Municipal do Partido Liberal (PL) e um dos coordenadores da campanha do vereador Alan Guedes (PP). Na manifestação juntada ao processo, a promotora dá ciência do despacho que determinou a instauração de inquérito policial para apuração dos fatos, a intimação do titular da linha telefônica (67)98222-8925 para prestar esclarecimentos e a expedição de ofício às operadores de telefonia para indicação dos dados cadastrais da referida linha, bem como da juntada do termo de declarações de Carlos Roberto Assis Bernardes (Carlinhos Cantor) e do áudio encaminhado pela Coligação "Reconstruir é o Nosso Desafio".
Ao final da manifestação, a promotora eleitoral Claudia Loureiro Ocáriz Almirão informou que aguardava a instauração do inquérito policial e sua posterior remessa ao Ministério Público para as devidas providências. A ordem de abertura de inquérito partiu do juiz eleitoral César de Souza Lima, da 18ª Zona Eleitoral de Dourados, depois de confirmada a fraude praticada por Carlinhos Cantor, presidente do partido do candidato a vice-prefeito na chapa de Alan Guedes. Para enganar as pessoas, fazendo contratações mentirosas em nome da coligação do candidato José Carlos Barbosinha (DEM), o ex-vereador Carlinhos Cantor usava o codinome Tiago Calbene. As gravações com o golpe eleitoral foram entregues à Justiça Eleitoral.
Carlinhos Cantor foi levado à presença do juiz eleitoral César de Souza Lima depois de usar um telefone celular para simular contratações de cabos eleitorais em nome do candidato José Carlos Barbosinha (DEM). Ele se apresentava como integrante da campanha eleitoral de Barbosinha e fazia contratações falsas, que não se confirmavam e geravam prejuízo eleitoral. Na presença do juiz César de Souza Lima, o ex-vereador Carlinhos Cantor, confessou o golpe eleitoral e confirmou que o número de telefone 98222-8925, usado para as falsas contratações de cabos eleitorais estava, de fato, habilitado em nome dele.
Durante a audiência, o juiz eleitoral alertou Carlinhos Cantor sobre o crime eleitoral que ele havia cometido e, também, deixou claro que ele poderá responder por falsidade ideológica a partir do momento que falava em nome da coligação de Barbosinha mesmo sendo presidente do partido que cedeu o vice-prefeito à chapa de Alan Guedes. Agora, o Ministério Público Eleitoral aguarda a instauração do inquérito para investigar o golpe praticado por Carlinhos Cantor e descobrir quantas pessoas ele contratou em nome de Barbosinha. A fraude eleitoral será investigada no âmbito criminal pela Polícia Federal, uma vez que além da falsidade ideológica também configura estelionato.