Móveis fabricados em presídio de Jardim beneficiam crianças e jovens em situação de acolhimento

| AGêNCIA ESTADUAL DE ADMINISTRAçãO PENITENCIáRIA € AGEPEN


Com mão de obra prisional do Estabelecimento Penal “Máximo Romero”, em Jardim, pranchas de Jatobá se transformam em mesas e bancos que beneficiam crianças e adolescentes da Casa da Garota, localizada em Guia Lopes da Laguna, que acolhe 23 jovens com idade entre 0 a 18 anos.

A iniciativa é realizada pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), por meio da direção do presídio, e coordenada pela Diretoria de Assistência Penitenciária, através de sua Divisão de Trabalho Prisional.

As atividades tiveram início a partir de uma solicitação da Casa da Garota, que recebeu madeira de jatobá (pranchas) apreendidas pela Receita Federal. Para a execução dos móveis, foi firmado um Termo de Cooperação, estabelecendo a parceria entre ambas instituições.

Segundo a presidente da Casa da Garota, advogada Cintia Fagundes Romero, o abrigo existe há 11 anos e acolhe crianças e adolescentes em situações de violência. “O presídio de Jardim tem nos prestado muita ajuda com a confecção de mesas e cadeiras de madeira, além de embelezar o ambiente trouxe maior comodidade para as crianças, uma vez que agora possuem mesas compatíveis com suas estaturas, bem como, facilidade de transportar para outros ambientes, já que os aniversários são sempre comemorados no refeitório e a mesas ornamentam ainda mais o local”, agradeceu, destacando que o presídio ainda realiza a doação de verduras contribuindo, ainda mais, com a alimentação desses jovens.

Até o momento, já foram entregues duas mesas de jantar com bancos, finalizadas com verniz automotivo; além disso, também foram reformadas mesas de estudo e sete cadeiras.

Para a confecção das peças, o presídio recebeu o apoio de uma marcenaria da cidade que emprestou o maquinário necessário para a produção dos móveis. O trabalho foi realizado, durante dois meses, por um interno que é profissional na área.

Conforme o diretor da unidade penal, Júlio César Góes da Silva, atualmente a oficina de marcenaria da unidade está suspensa como medida preventiva à pandemia e a entrega atendeu uma necessidade emergencial da instituição social.

“Os móveis serão úteis para as crianças durante as refeições e atividades realizadas no local e vão durar por muitos anos. Poder contribuir de alguma forma com o dia a dia delas é realmente gratificante”, afirmou Júlio.

Além dos mobiliários, a Casa da Garota também recebe regularmente doações de hortaliças produzidas no presídio de Jardim, que também atende outras instituições sociais da região.

Todos os internos que realizam ocupação produtiva recebem remição de um dia na pena a cada três trabalhados, conforme estabelece a Lei de Execução Penal.



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