Marco Legal da Inovação no pós-pandemia será estratégico, afirmam especialistas

Durante painel realizado dentro da programação do Mês da Inovação, o Sebrae discutiu como a nova legislação é importante para o desenvolvimento da pesquisa, desenvolvimento e inovação no país

| ASSESSORIA


Os avanços trazidos pelo novo Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação foi tema de mais um painel, realizado pelo Sebrae, como parte da programação do Mês da Inovação. Os convidados foram unânimes ao destacar a importância do instrumento legal para garantir maior segurança jurídica, principalmente ao esclarecer questões relacionadas ao apoio e estímulo entre os diversos atores do ecossistema de inovação.

O painel “Marco Legal da Inovação: novas perspectivas em CT&I” ocorreu nesta segunda-feira (5), com a presença do secretário de Inovação e Empreendedorismo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Paulo Alvim; do gerente executivo de Inovação e Tecnologia do Senai, Marcelo Prim e da especialista em Finanças e Processos na Fiat Chrysler Automobiles (FCA), Bruna Soly. O evento foi moderado pela coordenadora de projetos tecnológicos e internacionalização no Sebrae RJ, Miriam Ferraz.

Durante o evento, os especialistas destacaram como o marco legal foi fundamental durante a pandemia, ao permitir a união de esforços entre o governo, institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), universidades e empresas para a produção de insumos essenciais na área de saúde, bem como facilitou a compra de vacinas no país.

“A pandemia nos mostrou que uso de tecnologias digitais não é mais um modismo ou algo do futuro, pois faz parte do nosso presente e também que a inovação faz parte desse processo de transformação digital e vai estar presente no nosso cotidiano”, analisou o secretário de Inovação e Empreendedorismo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Paulo Alvim.

O painel online também destacou os resultados do Programa Centelha, lançado nacionalmente no ano passado, em uma ação cooperada pelo MCTI e diversos parceiros, entre eles o Sebrae. Somente na primeira chamada, o programa mobilizou 35 mil empreendedores em 17 unidades da federação, sendo 2 mil startups. O objetivo do programa é estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no país.

Ecossistemas de Inovação

O Brasil ocupa a 62ª colocação no ranking global de inovação. Essa situação, nos coloca atrás de países latino americanos, como: Chile, México e Costa Rica. Para que o país supere esse estágio de desenvolvimento é preciso investir no amadurecimento dos Ecossistemas de Inovação. Essa foi a principal mensagem do debate ocorrido no segundo painel dessa segunda-feira, dentro da jornada de Inovação promovida pelo Sebrae.

Com a mediação de Júlio Agostini, Diretor de Operações do Sebrae/PR, estiveram presentes ao encontro o Founding Partner Derraik & Menezes Advogados, Rodrigo Menezes; uma das sócias da Baita Aceleradora, Rosana Jamal e o professor na Escola de Medicina - PUCPR LDN e Coordenador da Aceleradora Hotmilk - PUCPR LDN, Cristiano Teodoro.

Cristiano Teodoro destacou que o Brasil apresenta hoje um “mosaico”, onde existem ecossistemas em diferentes níveis de maturidade. Mas ele acredita que o Brasil tem tudo para liderar esse processo na América Latina. “Nós chegamos depois de outros países, como Chile. Mas o nosso avanço está sendo muito rápido”, comentou. Ele acredita que a grande diferença entre o Brasil e outros países com um nível maior de maturidade nos seus ecossistemas e com melhor posição no ranking de inovação está diretamente ligado aos investimentos em educação. Rodrigo Menezes avalia que, quanto a investimentos, não falta dinheiro no Brasil para o desenvolvimento de ecossistemas (existem quase US$ 2 milhões de dólares investidos em startups no Brasil). O que falta é uma cultura de investimento. Rosana Jamal compreende que o Brasil está mudando. “Hoje já encontramos o empreendedorismo nas universidades. Precisamos levar essa cultura às escolas”, defende. Rosana deixou um recado a todos os empreendedores: “As startups brasileiras têm de pensar no mundo. Se prepararem para buscar investimentos em outros ecossistemas”.

Dia Nacional da Micro e da Pequena Empresa

O dia 5 de outubro celebra o trabalho dos mais de 17 milhões de empreendedores brasileiros que com seus pequenos negócios são responsáveis por movimentar a economia do país. Segundo dados do Sebrae, as micro e pequenas empresas representam 99% de todas empresas brasileiras e respondem por quase 30% do PIB e 55% do estoque de empregos formais.



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